Blog com o intuito de despertar a curiosidade, o questionamento e o senso crítico de quem tiver paciência para lê-lo.

Vim pra sabotar seu raciocínio.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Calamidade!

Estado de apatia, estagnação mental!

Sai dessa. Copa do Mundo, enchentes, campeonato brasileiro, mortos pelo frio, celebridades, mortos pela polícia, o mercado financeiro, psicopatas, a nova novela. Aí começa a velha novela, que já tá tão ultrapassada quanto a moda de pensar sozinho. SAI DESSA!
A sequência acima demonstra um cotidiano de manipulação. Este serve pra tirar o poder criativo da mente, a capacidade de pensar além do que é mostrado. Serve pra doutrinar a  formação do pensamento. Acalma. Faz calar a dúvida e embaça os olhos.
O mundo não para; as maldades não estão nos olhos de quem vê, mas no plano daquele que arquiteta a segregação e discrimina. Rotula e joga o esteriótipo na mídia, dita as regras.
E o plano é tão bem bolado que as regras são transcritas e chamadas de leis...
E quem vive bem? Eles. Quem explora? Eles. Quem tem dinheiro? Eles. E quem manda? Ah, sim: eles.
Calamidade! A sociedade sofre fora dos muros de concreto, contra os seguranças fardados; mas eles tem mais uma escala antes de desembarcar... ô, calamidade...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Voz pra não ficar rouco!"

E de vez em quando, vou apresentar diferentes abordagens através desse espaço, lembrando que a variedade enriquece.

Na minha rotina, e é quando me deparo com a situação do mundo, na minha rotina.
Esses pensamentos consomem uma boa parte do meu dia. Me informo, leio teoria, procuro exemplo prático, busco aprender pra poder reciclar a informação, tento entrar em alguma mente, procuro uma e questão.
E é quando me deparo com a situação do mundo.
Esse choque cultural, essa intolerância, todo esse preconceito e, acima de tudo, toda essa falta de informação. E é simples, questão de hábito, desenvolvimento de um senso crítico, por mais pífio ou simplista que este seja, um senso crítico.
Fomos acostumados à televisão, à corrupção e à violência. A fome e a miséria extremas são colocadas longe de nossas casas; estão do outro lado do Atlântico, onde mesmo assim, tribos inteiras são massacradas por metralhadoras russas financiadas por companhias estadunidenses com associados do lado ocidental da Europa que esperam investimento do Oriente Médio para assinar o contrato com os clientes asiáticos que pretendem abrir uma franquia na América Latina.
É essa a globalização que tanto ouvimos falar. É a internacionalização da exploração, da ganância. É o sacrifício de MUITOS para o deleite de uns. E eu não digo só em situações de miséria extrema, muito ao contrário!
Aqui no Brasil mesmo, no seu trabalho, na sua escola, na sua vida. A informação é distorcida, a liberdade que temos é, no máximo, assistida.
Bombardeios de ideias reacionárias, o comodismo invade o âmago do ser humano, a vaidade e a cobiça consomem o raciocínio. A televisão, o rádio, os jornais, as revistas, os palpiteiros, nada disso vale! Assim como as grandes empresas, os grandes bancos, as grandes indústrias, enfim: os detentores do poder.
Nos é apresentado um mundo criado por eles e para eles. Desde o dia em que nascemos já começamos a ser condicionados dentro desse sistema, e o grau de alienação só tende a aumentar. O que você veste, o que você come, é tudo deles! E o que você assiste? É deles. E acabamos por não nos perguntar o por quê de ter que pagar com trabalho a imposição deles.
A questão que me refiro aqui é exatamente a do questionamento, a questão da consciência. Não critico o pensamento, critico a formação deste. E essa formação tem que ser livre!
Pois então liberte-se! Saia dessa bolha e veja o mundo com seus próprios olhos, você não está sozinho em nenhuma de suas convicções, e a vida de qualquer ser humano é tão importante quanto a sua.
Cabe a você pensar o que bem quiser, mas o respeito e a tolerância são imposições comuns ao pensamento humano. Egoísmo é opcional.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ano de eleição: ano de (mais) manipulação.

Em uma sociedade dominada pela ganância e pelo capital, o processo "democrático" também sofre, obviamente.

Dois mil e dez, ano de eleição.
E já é tempo de campanha, de promoção de ideias maquiadas e distorcidas. Revistas publicando o perfil de seus candidatos favoritos, jornais oferecendo sabatinas tendenciosas e a televisão, como sempre, juntando tudo isso através de suas edições de vídeo impecáveis.
Mais uma vez podemos acompanhar o jornalismo tendencioso e as pesadas campanhas publicitárias dos grandes partidos, que visam todas as camadas da população, desde o jovem analfabeto ao estudante de nível universitário, do lavrador à pequena burguesia. E esse método é legitimado através do que chamam de "liberdade de expressão", ou então de "métodos do processo democrático", mas eu gosto de chamar de "faz-me rir".
Tenhamos em mente, como exemplo, duas grandes empresas das comunicações: Globo e Editora Abril (que também é dona de emissoras de rádio e televisão, como a MTV). Ambas nunca esconderam suas preferências políticas, abraçando descaradamente suas causas tendo em vista os interesses do grande capital, uma vez que estes são os maiores incentivadores da política do "Panis et Circenses", que priva os cidadãos de seus direitos mais básicos e apresenta as novelas de própria produção e filmes estadunidenses como forma legítima de cultura.
Estas tem o poder de mudar os rumos do país, lembrando a você como aconteceu nas eleições entre Collor e Lula, em 1989, quando estes participaram de um debate que foi manipulado pela TV Globo e deu a vitória, de virada, à Collor. E todos sabemos o que aconteceu depois.
Meu apelo aqui é para que você desenvolva seu senso crítico, e simplesmente não acredite em tudo que lê e assiste, porque nenhuma verdade é absoluta, toda generalização é burra e os controladores do grande capital não estão pensando em você.
Então, mais uma vez, cuidado: ano de eleição é ano de (mais) manipulação.

terça-feira, 20 de abril de 2010

O lucro está sempre acima do impacto.

Não é de hoje que vemos grandes empresas com pesadas campanhas publicitárias enaltecendo o "orgulho" de ser brasileira, o trabalho duro e os investimentos, sempre pensando na população. E você ainda engole?

As grandes corporações há muito transcenderam as fronteiras nacionais por meio de políticas predatórias atrás do trabalho duro de cidadãos de países tidos como "em desenvolvimento" pelos grandes capitalistas. Desta forma, a exploração cresceu em escala vertiginosa, passando da captação de recursos naturais e de matérias-primas para a exploração do próprio trabalhador, literalmente comandando a vidas dos mesmos.
Pode-se confirmar o que foi dito acima através de um evento que ocorreu recentemente na cidade do Rio de Janeiro. Tal evento foi denominado Encontro dos Atingidos Pela Vale, que consistiu exatamente no que o nome sugere.
A Vale do Rio Doce, até o governo FHC, foi uma mineradora estatal de grande importância estratégica e econômica para o Brasil. Até o governo FHC, pois neste ela foi privatizada de maneira mais do que suspeita (e este será o assunto do próximo post).
Assim, a Vale não perdeu sua importância, mas desvirtuou-se. Antes servia ao Estado brasileiro, e eu não estou falando aqui que nessa época as políticas de desta empresa eram impecáveis, de jeito algum, e agora serve única e exclusivamente ao grande capital e seus acionistas.
Pois bem, a Vale é uma mineradora. Mas até que ponto se tem o direito de expropriar famílias, transpor rios, construir barragens e detonar montanhas em nome do grande capital? Esse foi o tema de discussão do Encontro de Atingidos Pela Vale. Veja bem, a palavra "atingidos" expõe claramente os impactos das ações desta empresa para com o meio-ambiente, e acima de tudo, para com os cidadãos.
Tal encontro contou com mais de oitenta organizações, movimentos sindicais e sociais das mais diversas áreas do globo. Do interior de Minas Gerais à Taiwan. Todos sofrendo diretamente com o impacto dos interesses dos magnatas.
O fruto desse Encontro foi a publicação de uma Carta Internacional dos Atingidos Pela Vale. Porém, não cabe a mim discutir o Encontro, nem a carta, umas vez que concordo totalmente com a manifestação destes Cidadãos (com 'C' maiúsculo), então deixo o link para que você tire suas próprias conclusões: http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/carta-internacional-dos-atingidos-pela-vale/view
Desta forma, mais uma máscara cai para o grande público.
A Vale, como inúmeras outras empresas, bem como a Nestlé, que recentemente foi denunciada pela captação predatória de recursos naturais, por exemplo, investem pesado em propaganda e nutrem um sentimento inexistente de orgulho para que você não perceba o que é feito longe das grandes cidades, onde o filho chora e a mãe não vê. Por fim, ainda têm a capacidade de organizar projetos sociais ineficazes, como a inclusão digital para uma população que mal sabe escrever. Convenhamos, não?
Assim, mais uma vez reitero minha indignação contra esse sistema baseado no sofrimento alheio e na acumulação de capital, pois afinal, são ecossistemas e, acima de tudo, pessoas sendo massacradas.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Em nome do poder, da fama e da grana. Amém.

O tema do qual tratarei hoje é a distorção da religiosidade em nome do dinheiro e do poder. Só enfatizando aqui que não cabe a mim discutir aqui a existência ou não de Deus, pois pra mim quem debate tal assunto realmente não tem mais o que fazer.



Há tempos que Deus se tornou mais um produto dentro dessa megastore que  eu chamo de sistema. São CDs, livros, camisetas, pulseiras, correntinhas, abajures, copos, velas... Mas isso é o de menos.
Desde o início da organização social, ou mesmo até antes disso, o ser humano carrega esse ideal de que há algo acima de tudo e todos, uma força celestial que influencia e comanda, que cria e destrói. E através dos tempos, doutrinas e mandamentos foram elaborados, rituais foram executados, palavras proferidas e milagres foram atribuídos. Mas também muita gente chorou, muita gente sofreu e muita gente morreu.
Dizem por aí que todos precisamos de uma religião, algo em que acreditar. Pois bem, além do amor, a espiritualidade alimenta a alma, nutre a consciência. Mas também cega e cria barreiras.
É claro que você sabe que a Igreja Católica queimou livros e pessoas, que o Islã explodiu muita coisa, que o Sionismo invadiu a Palestina, que os Puritanos moldaram o sistema exploratório em que vivemos hoje e que os Evangélicos julgam os que não seguem sua doutrina como imbecis infiéis. Mas você sabe em nome de quê eles fizeram tudo isso? Não foi em nome de Deus, evidentemente. Nenhum sumo-sacerdote das religiões acima realmente acredita em tudo que profere aos seus seguidores. E se acredita, o faz irracionalmente, porque já foi convencido por outrem. O objetivo dessas desgraças é único: o poder.
E veja bem, é realmente o jeito mais fácil de manipular as pobres almas. Estes desamparados, em sua maioria financeiramente necessitados e psicologicamente abalados, são bombardeados pelas promessas maravilhosas desses deuses onipotentes que os vigiam até nos pensamentos. Já me disseram uma vez que a maneira mais fácil de se convencer alguém é através do medo.
Pois bem, explica-se o que o ignorante (que é assim porque não teve acesso à verdade)não entende através dessa chamada "fé", coloca meia-dúzia de bacanas em cima do palco pra contar a mesma história de que foi ajudado através do caminho que essa instutuição propõe e agora tem saúde, tem dinheiro, tem uma vida plena. Pronto! O dinheiro mais uma vez fala mais alto, a ganância inocente por uma vida melhor toma conta da cabeça do desorientado e ele se torna mais um "fiel".
É triste ver um cretino barrigudo de terno de linho aparecer na televisão pedindo sua doação pelo bem maior. É triste ver um sacerdote lançar um CD. É triste ver MUITA gente votando no ilustre orador de tal igreja. É triste ver o Cid Moreira narrando a Bíblia. PELO AMOR DE DEUS!
E a maioria apalude, compra, reza, "doa" o salário, e acha que assim o Deus-que-tudo-vê vai salvá-lo; mas não pelo que ele é, mas sim pelo que ele faz dentro do que lhe é mandado.
Caminhamos hoje para uma teocracia, uma ditadura divina. Os partidos com ligações religiosas ganham cada vez mais espaço, a mídia já foi domindada pela "fé" e o âmago daqueles que sofrem estão tendendo à rendição, uma vez que não há escolas no meio do mato e não há hospitais nas favelas, mas há duas igrejas em cada um desses lugares.
O poder dessas instituições transcendeu as fronteiras nacionais, ultrapassou os limites do tempo e nos leva a mais manipulação e sofrimento, pois já dizia Lênin que "A religião é o ópio do povo".

terça-feira, 6 de abril de 2010

Ah, sim: culpem São Pedro e os que moram ao pé do morro.

Boa noite!

Hoje abordaremos o total descaso das autoridades (in)competentes perante situações de calamidade pública.

Você viu no começo do ano a desgraça em Angra dos Reis, RJ. Jovens afortunados e saudáveis passando suas férias em um maravilhoso resort sofreram com as forças da Mãe Natureza. Foram soterrados. Morreram. E o país se comoveu.
Agora, o que você me diz da temporada de chuvas em São Paulo, que começa em novembro e só ameniza em março? Vai me dizer que você não vê?
Todo ano é exatamente a mesma coisa: a falta de políticas públicas para lidar com um fenômeno que é cíclico, ou seja, não é novidade para nenhum cidadão, quanto mais para especialistas no assunto.
Mas os governantes sempre subvertem a situação, com ajuda da mídia, é claro.
A culpa agora é dos pobres-coitados que, devido à exclusão proporcionada pelo sistema, acaba sem moradia digna, ao pé de um morro, em seu barraco de madeirite, sem acesso ao sistema de saneamento básico (e reclamam quando jogam o lixo no córrego que corta sua comunidade), sem luz elétrica (e os culpam quando fazem os "gatos"), sem educação (e reclamam quando estes acabam por se marginalizarem).
Através dessas ações, que podem parecer absurdas, essas pessoas excluídas desejam simplesmente adequar-se ao sistema! Eis aí a contradição: o sistema exclui, e o excluído fere a moral do sistema para fazer parte do mesmo. É um círculo vicioso.
E tais deslizamentos de terra são uma desgraça anunciada! Pois todos sabemos o que acontece na temporada das chuvas, e como eu disse, é um fenômeno CÍCLICO. Famílias inteiras perdem o pouco que têm, crianças ficam sem aula, o comércio e a sociedade como um todo perdem. E acima de tudo: pessoas estão morrendo!
Até quando culparão as gestões anteriores? Até quando culparão quando as chuvas serão "acima do esperado"? Até quando culparão a população carente que se instalou onde os magnatas não quiseram construir?
Até quando persistirá a falta de políticas públicas que, de uma vez por todas, visem a população, e não o bolso dos canalhas?
Até quando? Até que você não permita mais.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dia da água: mais conversa pra boi dormir.

Boa noite!

Hoje eu abordarei um tema bastante específico, que merece atenção, uma vez que estamos sendo roubados, mais uma vez; hoje meu foco é a água.

E que lindo dia, hoje, 22 de março, o dia da água!
"Ó, que bela iniciativa, ainda mais com patrocínio da Ambev e de outras grandes empresas! Estas realmente pensam no futuro do planeta".
Agora vou te contar um segredo: elas não pensam.
A água, como todo mundo sabe, é a fonte da vida no planeta, e sua abundância é óbvia. Mas já parou pra pensar porque você tem que pagar por ela? E não me venha com essa de que a cobrança pela água é justa, uma vez que ela tem de ser tratada e levada até as casas, pois já pagamos impostos suficientemente elevados para que esse serviço saia completamente de graça. E não somente a água encanada, uma vez que a água engarrafada pelas grandes empresas também não deveria ser cobrada. E eu vou te explicar o por quê: de acordo com nossa Constituição, todos os recursos naturais pertencem à população como um todo, e não a uma ou outra determinada empresa. Abrindo brechas para interpretações, a única entidade, no máximo, que poderia explorar a água e os demais recursos naturais no país é o próprio Estado. No caso, de acordo com a Constituição, só uma empresa estatal poderia explorar a água, e deste modo vendê-la, o que continua sendo errado, uma vez que a água é nossa, então deveríamos ter acesso à mesma sem qualquer custo, tanto aqui como nas regiões que sofrem com a falta de água, como o Nordeste brasileiro.
E mesmo com o Estado no controle, temos grandes problemas. Como no caso de São Paulo, com a Sabesp: empresa estatal que cobra pela água utilizada pela população, e ainda tem a cara-de-pau de fazer campanha de conscientização. O que essa empresa não percebe é que o cidadão ignorante (não no sentido pejorativo, mas sim no sentido "daquele que não tem conhecimento sobre determinado assunto") usa a cobrança como desculpa para gastar, referindo-se "eu pago, uso quanto eu quiser". Além do mais, você lembra da recente inundação em Atibaia? E se eu te falar que não foram as chuvas que causaram tal desgraça? Foi a própria Sabesp. Tal inundação se deu porque o reservatório que há na cidade estava com volume acima de sua capacidade, e para aliviar a pressão do mesmo, a Sabesp simplesmente abriu as comportas, deixando com que a água ali "armazenada" invadisse a cidade, mais uma vez causando prejuízo para a população.
E agora esse dia da água. Convenhamos, tem cabimento?
Durante anos (e digo MUITOS anos), essas grandes empresas roubaram a água da população de forma "legal", com aval do Estado, e ainda por cima cobraram caro por um bem que é seu por direito. Também desmataram, poluíram (e muito) as regiões nas quais se instalaram, e agora vêm com essa conversa pra boi dormir, de que temos que economizar água, salvar o planeta. E eles fazem isso porque está na moda, não porque realmente se importam.
Mais uma vez eu te digo: abra seus olhos, ele já te dominara há muito tempo...

terça-feira, 16 de março de 2010

Mão na cabeça! Assalto? Não, é a polícia.

Bo-bo-boa tarde, pequeno gafanhoto!

Continuam hoje as denúncias contra esse sistema desigual, causador da miséria e da violência.
Hoje voltarei minha armas à POLÍCIA.
Esta foi precedida, há muito tempo, claro, pelos cavaleiros, que deviam total fidelidade ao sei rei. E até hoje isso não mudou muito.
Desde sempre, a polícia é o instrumento de controle direto da população, uma vez que, baseando-se nas "leis" (estas feitas por uma elite preconceituosa e mesquinha), agride, invade e prende.
Podemos tomar como exemplo as manifestações populares. Dentro desse contexto, vou contar uma experiência que eu mesmo tive há alguns anos: foi durante a passeata contra a visita de George W. Bush ao Brasil, na Av. Paulista, às 14h. Estava tudo correndo como o planejado, os grupos caminhando, conforme acordado previamente com a Polícia Militar, no sentido Pacaembu. Porém todos que estavam ali logo perceberam que o número de pessoas que apareceu para protestar era muito maior do que o esperado, o que ainda não mudava a situação dentro de controle, pois todos cabiam do lado designado da avenida. Quando o Estado percebeu que ia perder o controle (e não digo o controle de seguraça propriamente dita, que evita tumultos, mas o controle da polícia para com a população que ali se encontrava), simplesmente ordenou o ataque sumário aos que ali faziam valer sua cidadania: tiro de borracha, bomba de efeito "moral", gás lacrimogênio (e como arde), e tudo mais que até a televisão mostrou.
O que eu estou querendo mostrar pra você vai muito além do conceito de policial corrupto e policial honesto. O que quero ter mostar é o conceito, os fundamentos da polícia.
Eis aqui minha definição de "polícia": é o exército particular da burguesia; uma vez nessa posição, tem por obrigação zelar pela "segurança" dos que fazem parte da camada social que controla o meio e eliminar, ou ao menos silenciar, qualquer tipo de manifestação (pessoal, coletiva, organizada ou não, etc.) que vá contra os príncípios da mesma. Dessa forma, usando da própria astúcia, a burguesia (que é quem controla o sistema, como já te falei antes) faz com que a polícia apareça como um braço amigo da sociedade, quando na verdade é esta quem caça, captura e pune. Tudo aos moldes da elite.
Em alguns casos separados, vemos policiais heróis, que realmente ajudam as pessoas em determinadas situações. O problema é que mesmo esse policial herói é um alienado, pois pertence a uma corporação dominada pela burguesia, que serve aos interesses desta, e somente desta. E seu grau de alienação é ainda mais elevado, uma vez que, por exemplo, durante uma manifestação onde os cidadãos exigem salários mais justos e uma sociedade mais igualitária, é esse policial que vai silenciar a massa. O que ele não percebe é que a massa também luta pelos direitos do próprio policial, que não tem boas condições de trabalho, recebe um salário de merda e ainda defende quem o oprime (entenda como prefeitos, governadores e políticos em geral, donos de grandes empresas, etc.).
E esta é a verdadeira função da polícia, visto que o marginal que comete os atos anti-sociais como roubo, assalto, assassinato, etc., é fruto do próprio sistema. Ele tem que existir, e serve também como desculpa para colocar homens armados à serviço da camada mais privilegiada da sociedade.
"Quem me dera ter
uma varinha de condão,
Pra eu fazer meus desejos
Neste mundo de ilusão:
Desarmar todo soldado,
Destruir tanques de geurra,
Prender esses corruptos,
Salvar o planeta Terra!"
Virus 27 - Varinha de Condon.

E digo mais: LEGALIZE JÁ!

sexta-feira, 12 de março de 2010

"Amordaçado por horas em frente à televisão, efeito bem pior que o da radiação"

Boa tarde, habitante do Caos!

Hoje começarei a minha série de denúncias contra todo e qualquer sistema que tem como objetivo manipular, alienar, subjulgar ou massacrar a população mundial. O primeiro alvo é a Grande Mídia.
Como já disse no post anterior, a Grande Massa é o braço manipulador do sistema elitista mundial, que tem por missão controlar e doutrinar a população através de seus artifícios de propaganda e manipulação de notícias.
Podemos tomar como exemplo o caso da Globo, no Brasil. Esta é uma das maiores empresas de "comunicação" do mundo, atrás apenas das gigantes estadunidenses e européias. Tem como missão a lavagem cerebral de seus espectadores para fins políticos e econômicos. E você pode até achar que eu estou exagerando, mas não estou.
Logo após a sua fundação, já estava claro qual era a verdadeira missão da Globo, visto que a mesma acabou com a TV Tupi, liderança no estado de São Paulo. Durante sua trajetória, sempre se mostrou favorável ao regime militar, visto que sua concessão foi renovada pelo então ministro das Comunicações, ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES (olha que bacana!). Durante os anos de ditadura, a Globo sempre se mostrou como um braço confiável do sistema militar de dominação. Mantinha suas novelinhas no "padrão social" aprovado pela Junta Militar, só noticiava o que passava pelo pente fino da censura e criticava vorazmente qualquer um que se opusesse ao regime. E assim seguiu pelos anos, até que a Ditadura acabou. Eis então que o cenário mudou, e a Globo não ficou parada!
Logo tratou de noticiar o "movimento" Diretas Já, que na verdade foi organizado por simpatizantes do sistema estadunidense de dominação econômica (visto que a ditadura já não era mais rentável como antes), como se sempre tivesse sido a favor de tal "democracia" (já explico o por que das aspas). Pois bem, as eleições se aproximaram e um candidato que parecia ir contra os ideais neoliberais aparecia em primeiro nas pesquisas. (Este candidato, apesar de ser o Lula, não é o mesmo que se encontra no cargo mais alto do governo brasileiro hoje.) Mas a Globo e a elite brasileira já tinham o seu candidato: Fernando Collor de Melo. E a maior emissora de TV do país não ficou parada: tratou de manipular os debates, as pesquisas de intenção de voto e até a pesquisa boca-de-urna. Fez muito bem o seu trabalho, e o Collor ganhou.
Daí pra frente acho que não preciso falar mais nada, você entendeu: Ditadura, Collor, FHC... e entenda isso por entrada massiva de capital estrangeiro, privatizações, exclusão social, fome, miséria, desemprego, inflação. Todos os fatos foram cobertos pela Globo de forma excepcional, mantendo o brasileiro informado, nos melhores moldes neoliberais. E por neoliberais, entenda por "aqueles capitalistas selvagens, que vêem pessoas simplesmente como números estatísticos, trabalhando por um sistema fundado na desigualdade social, no preconceito e na violência".
Para que você tenha uma ideia mais ilustrada do que eu estou falando, assista esse documentário da década de 90, que foi simplesmente proibido no país, exatamente por contar o que eu acabei de te contar sobre a Globo: "Muito Além do Cidadão Kane" http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038&ei=GRmZS5rfC6XKqwKU1LWOBQ&q=muito+al%C3%A9m+do+cidad%C3%A3o+kane#
Falando agora da mídia impressa, e na verdade não há muito o que falar, porque esta não se dá o trabalho nem de esconder suas preferências políticas, vou exemplificar através da Editora (Primeiro de) Abril. Dona da revista de maior circulação no país, a Veja, esta tem exatamente a mesma missão da Rede Globo, o que é obvio quando percebemos como funciona o sistema em que vivemos. Recheada de matérias sensacionalistas, é totalmente tendenciosa. Vou exemplificar melhor: : não estou defendendo o PT, longe de mim, mas você já reparou que essa revista só fala negativamente desse partido? E já reparou que ela rasga a seda para o PSDB e seus aliados? É descarado, e eles não estão nem aí!
Não estão nem aí porque o Brasil é um país "democrático". Estas aspas se mostram fundamentais, uma vez que o brasileiro realmente escolhe o candidato que governará o país, mas só pode escolher, obviamente, entre os que estão concorrendo. E quem escolhe os candidatos que vão concorrer? É exatamente quem você está pensando: a elite.
Então fica fácil. A elite escolhe entre alguns candidatos, joga os mesmo na mídia e deixa com que o povo "escolha" entre os que eles já escolheram antes. Até os Estados Unidos da América, que falam da "democracia mundial" não são democráticos. A população estadunidense só escolhe os representantes do congresso (os chamados delegados), e eles é quem decidem quem será o presidente (até já houve uma situação em que o presidente eleito não foi o presidente mais votado). Aqui e no mundo inteiro é assim: você só escolhe os nomes, o sistema já está pré-estabelecido, portanto, NÃO EXISTE DEMOCRACIA.
E pra finalizar, mais um exemplo do poder da mídia. Dessa vez, trata do golpe militar, (também, como no Brasil em 1964, esquematizado pela CIA) contra o presidente eleito da Venezuela, Hugo Chávez, no início dos anos 2000. Ele conseguiu reverter o golpe, mas veja o papel da mídia nessa empreitada contra o governo: "A Revolução Não Será Televisionada" http://video.google.com/videoplay?docid=-3258871973505291549&ei=ShmZS9ysIKbCqQKJ4MjNCw&q=a+revolu%C3%A7%C3%A3o+n%C3%A3o+ser%C3%A1+televisionada+legendado&view=3#

Assista, pense, critique e QUESTIONE!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pra pensar, eu pesquiso no meu senso crítico!

Agora sim, "estamos iniciando nossas transmissões...

Eu falei aqui que tenho o intuito de fazer você pensar, mas pra isso acontecer de fato, temos que fazer uma análise da fonte de suas informações, e também do jeito que você as processará.
A captação de informações pode ser feita das mais diversas maneiras, aqui estão algumas delas, na minha ordem pessoal de preferência:
1- Livros (ao artigo científico): todo sistema, fato, problema, tem suas raízes em alguma teoria, movimento ou corrente. Tais alegorias já têm, provavelmente, suas características descritas através de um texto escrito. E é aí que se encontra a magia: você tem acesso à eles! Apesar de vivermos em uma sociedade que funciona através de um sistema elitista, os livros e artigos estão lá para serem descobertos e redescobertos, não estão sendo queimados em praça pública, nem têm um custo altíssimo. O mais interessante é conseguir captar a essência dessa fonte de informação, mas sabendo fazer suas próprias associações, e não acreditando que tudo determinado autor escreve é a verdade. Ali você está diante de um ponto de vista, e não de uma verdade absoluta. Lembre-se: quem faz sua realidade é você.
2- Internet: agora vamos além das raízes e trazemos a informação à contemporãneidade. Apesar de nenhum tipo de notícia estar livre de uma forma de opinião, a Internet ainda se mantém como a melhor fonte. E não pela qualidade textual ou pela rapidez, mas porque há incontáveis fontes de informação, cada uma com um ponto de vista diferente, o que incita diretamente a Curiosidade, abrindo passagem para o questionamento! Portanto, varie, independente da sua tendência.
3- Meios de comunicação de massa, impresso ou não (TV, Rádio, Jornais, Revistas e toda essa porcariada): particularmente, eu abomino e, obviamente, NÃO recomendo a absorção de informação através desses meios de comunicação, uma vez que estes são os braços da propaganda manipuladora, que vêm até você através das notícias. E eu vou te contar uma coisa sobre as Notícias: elas são manipuladas. E vêm sendo manipuladas desde os primórdios da mídia impressa, bem como durante a Revolução Gloriosa, na Inglaterra em 1688, durante a Revolução Francesa e o Terror Jacobino, no final do século 18; mais recentemente na Primeira e Segunda Guerras Mundiais, na guerra do Vietnã, da Coréia, do Golfo Pérsico, no 11 de setembro, na invasão do Afeganistão e do Iraque... Enfim, você está no meio de uma outra guerra. E nessa guerra o ataque é mental. (E esse é o assunto do próximo post!) Portanto, esse tipo de captação de informação é válido apenas para saber o que a Grande Mídia (entenda por mídia tendenciosa, partidária, manipuladora e consumista) está querendo impor e ir exatamente no sentido oposto: o senso crítico.
E é assim que você deve processar as informações que recebe. Pesquise a verdadeira fonte do problema, tenha uma opinião, apresente o seu ponto de vista. Pensar faz bem, e questionar faz você mudar seus hábitos, faz você mudar aquela sua "velha opinião formada sobre tudo"; Então não dê uma de Tia Cotinha, dizendo que "o mundo vai mal, muita coisa tem que melhorar; mas não sou eu quem vai mudar..." E por que não?!
Você já parou pra pensar que não daqui a muito tempo, sou eu e você quem estará à frente da sociedade? Seremos nós que decidiremos o que é melhor pra gente, o que é melhor pro mundo. E o que é melhor pra você?
É como eu sempre digo: é tudo uma questão de consciência. Se tá bom pra você, meu querido, me desculpe. Porque pra mim, tá tudo errado!

E no próximo post eu mostro pra você como se dá essa manipulação. Você vai ver que a frase (clichê, mas totalmente válida) "desligue a TV e vá ler um livro" nunca fez tanto sentido.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O que é de praxe: a apresentação da verdade.

Boa (e que linda) tarde!


Este blog é um projeto que tento desenvolver já durante alguns anos, porém eu ainda não tinha tomado a consciência e a coragem necessárias para executar o mesmo. Pois bem, eis aqui a tentativa.
O principal objetivo desse projeto, além de entreter e informar a mim e a quem mais interessar, é despertar o espírito da Curiosidade que existe dentro de nossas frágeis cabeças. O objetivo é criar uma vontade crescente de questionar.
Questionar o que nos é imposto, questionar a missão da existência humana e a relação entre seus participantes de um modo prático, tentando apresentar somente o caminho para a Revolução pessoal, pois como o próprio nome diz, tal revolução depende única e exclusivamente de você. E aqui, cabe a mim te mostrar o que pode te levar pra esse caminho. Ou não (sejamos realistas).
Já adianto que esse caminho não é fácil.
Não é fácil porque exige que tenhamos um novo ponto de vista das coisas como são. Vou mostrar aqui, ao longo do tempo, que a Televisão não é como você pensa, que a ONU, o FMI e o Banco Mundial são, na verdade, grandes teatros de fantoches. Vou te mostrar também que a Indústria mundial tem controle total dos consumidores e que os bancos são as instituições que realmente mandam no mundo. Mas não vou começar agora!
Esse post é apenas uma breve apresentação, pra que não haja nenhum "estranhamento" no futuro.
O nome do blog é uma referência à própria expressão "segura o melão, bacana". Pessoalmente, o significado desta é: "Vim pra abalar seu raciocínio", que é realmente o meu intuito: fazer com que você pense.
Essa é a minha oportunidade dividir com alguém o que eu aprendo e descubro, como também o que eu erro!
Finalizo com uma passagem de Paulo Freire, o maior educador brasileiro de todos os tempos:
"Sem a curiosidade,
Que me move,
Que me inquieta,
Que me insere,
Na busca,
Não aprendo
Nem ensino.”

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