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Vim pra sabotar seu raciocínio.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Em nome do poder, da fama e da grana. Amém.

O tema do qual tratarei hoje é a distorção da religiosidade em nome do dinheiro e do poder. Só enfatizando aqui que não cabe a mim discutir aqui a existência ou não de Deus, pois pra mim quem debate tal assunto realmente não tem mais o que fazer.



Há tempos que Deus se tornou mais um produto dentro dessa megastore que  eu chamo de sistema. São CDs, livros, camisetas, pulseiras, correntinhas, abajures, copos, velas... Mas isso é o de menos.
Desde o início da organização social, ou mesmo até antes disso, o ser humano carrega esse ideal de que há algo acima de tudo e todos, uma força celestial que influencia e comanda, que cria e destrói. E através dos tempos, doutrinas e mandamentos foram elaborados, rituais foram executados, palavras proferidas e milagres foram atribuídos. Mas também muita gente chorou, muita gente sofreu e muita gente morreu.
Dizem por aí que todos precisamos de uma religião, algo em que acreditar. Pois bem, além do amor, a espiritualidade alimenta a alma, nutre a consciência. Mas também cega e cria barreiras.
É claro que você sabe que a Igreja Católica queimou livros e pessoas, que o Islã explodiu muita coisa, que o Sionismo invadiu a Palestina, que os Puritanos moldaram o sistema exploratório em que vivemos hoje e que os Evangélicos julgam os que não seguem sua doutrina como imbecis infiéis. Mas você sabe em nome de quê eles fizeram tudo isso? Não foi em nome de Deus, evidentemente. Nenhum sumo-sacerdote das religiões acima realmente acredita em tudo que profere aos seus seguidores. E se acredita, o faz irracionalmente, porque já foi convencido por outrem. O objetivo dessas desgraças é único: o poder.
E veja bem, é realmente o jeito mais fácil de manipular as pobres almas. Estes desamparados, em sua maioria financeiramente necessitados e psicologicamente abalados, são bombardeados pelas promessas maravilhosas desses deuses onipotentes que os vigiam até nos pensamentos. Já me disseram uma vez que a maneira mais fácil de se convencer alguém é através do medo.
Pois bem, explica-se o que o ignorante (que é assim porque não teve acesso à verdade)não entende através dessa chamada "fé", coloca meia-dúzia de bacanas em cima do palco pra contar a mesma história de que foi ajudado através do caminho que essa instutuição propõe e agora tem saúde, tem dinheiro, tem uma vida plena. Pronto! O dinheiro mais uma vez fala mais alto, a ganância inocente por uma vida melhor toma conta da cabeça do desorientado e ele se torna mais um "fiel".
É triste ver um cretino barrigudo de terno de linho aparecer na televisão pedindo sua doação pelo bem maior. É triste ver um sacerdote lançar um CD. É triste ver MUITA gente votando no ilustre orador de tal igreja. É triste ver o Cid Moreira narrando a Bíblia. PELO AMOR DE DEUS!
E a maioria apalude, compra, reza, "doa" o salário, e acha que assim o Deus-que-tudo-vê vai salvá-lo; mas não pelo que ele é, mas sim pelo que ele faz dentro do que lhe é mandado.
Caminhamos hoje para uma teocracia, uma ditadura divina. Os partidos com ligações religiosas ganham cada vez mais espaço, a mídia já foi domindada pela "fé" e o âmago daqueles que sofrem estão tendendo à rendição, uma vez que não há escolas no meio do mato e não há hospitais nas favelas, mas há duas igrejas em cada um desses lugares.
O poder dessas instituições transcendeu as fronteiras nacionais, ultrapassou os limites do tempo e nos leva a mais manipulação e sofrimento, pois já dizia Lênin que "A religião é o ópio do povo".

Um comentário:

  1. perdoe-me. li todo o texto mas o fim me fez pensar mais que todo o demais raciocínio. conte-me, pense ou quem sabe escreva sobre isso depois: hoje, o que não é ópio do povo? Amplo, difícil, polêmico... real. Parabéns pela divagação. A religião é, a meu ver, o maior câncer que a sociedade tem de lidar.

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